
Empolgante e misterioso é observar uma vertente.
Se olharmos ela jorrando límpida e cristalina água, não tem como não nos deslumbrarmos, é um fenomeno de rara beleza e nos arremete a imaginar que a vida também é como uma vertente. Nasce pura, irrompendo do seio da mãe terra , depois num filete busca o melhor caminho para andar, andar até um rio se tornar. Muitas se esvaim pelo caminho, mitigando sede, irrigando lavouras e pomares, outras evaporam-se e sobem as alturas para de lá nos dar a sombra, desenhar o céu com as formas mais efemeras e belas e de vez em quando descem à terra para novamente serem vertentes.
Giba nov 2008
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